...ter visto esse show, com essa formação...
...mas fiquei feliz com essa...
...e não tem nenhuma razão para esse post. Apenas nostalgia. Mas aproveito para dizer que tem mais Skatalites no começo de 2011. Aviso quando souber dos detalhes!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Em dia de Femi Kuti, entrevista com Tony Allen
Já que o Femi Kuti está por aí, para dois shows no Sesc Santo André, resolvi postar a entrevista com outra lenda do afrobeat, gênero com o qual o pai de Femi, Fela Kuti, provocou uma transformação - embora ainda longe de ser suficiente para a África, mais precisamente para a Nigéria -, mas ainda sim uma transformação musical, social e política.Com a palavra, o baterista Tony Allen, que estava ao lado de Fela na criação do afrobeat. Há três anos, fui convidado para acompanhar uma semana do projeto Red Bull Music Academy - realizado naquela edição em Toronto. Na ocasião, me encontrei com o jovem de hoje 70 anos, na época com apenas 67. E segue abaixo o que Tony Allen me disse.
Como o afrobeat nasceu?
Em meu país, Nigéria, se você queria ser música você tinha de tocar todo tipo de música. De foxtrot ao jazz, ao rythm and blues. Se você é um músico profissional você tem de tocar de tudo. E foi de maneira natural. Eu, antes mesmo de tocar com Fela, estava procurando uma forma de tocar. Um estilo próprio para tocar bateria. E, quando o conheci, ele procurava um baterista e nosso trabalho tinha uma afinidade. Ele me perguntou: “Onde você aprendeu a tocar bateria? Nos Estados Unidos, na Inglaterra?” Não, eu aprendi aqui mesmo na Nigéria.
E você estudou bateria sozinho?
Sim, eu aprendi a tocar praticando e procurando um estilo próprio. Eu queria criar um estilo próprio. Eu tocava bateria em outros grupos antes do Fela e não me satisfazia. Eu queria evoluir para algo próprio.
O que é mais importante em ser músico?
Bem. Eu acho que é ser você mesmo. Acreditar em você, procurar o que você quer fazer e ser você mesmo. Eu acho que o mais importante é ser você mesmo e acreditar no que você faz. E a música, é claro. Eu criei meu estilo procurando ser eu mesmo. Para criar um estilo próprio você tem de ser você mesmo e tocar muito. Praticar.
Então você estava misturando estilos conscientemente quando começou?
Sim, eu estava. Eu estava procurando diferentes caminhos na bateria. Eu queria evoluir. Era consciente. Não me satisfazia em fazer o que os bateristas que eu admirava faziam.
E o que mais influenciou os rumos da sua música?
É o solo que você pisa que influencia sua maneira de ser, seu estilo de vida. Não dá para nascer na Europa e ser um homem da selva. O solo que você pisa altera a sua personalidade.
O que tem de mais interessante acontecendo hoje em dia no mundo?
Todas as coisas na música são interessantes. Têm esses programas de produção, que são bem legais.
Qual a diferença para você entre tocar com o Fela e com uma banda de rock britânica, como The Good The Bad and The Queen, com o Damon Albarn (Blur) e Paul Simonon (Clash)?
Eu me sinto feliz de ser apto a tocar com eles. Em fazer algo diferente e tocar algo diferente. Eu me sinto feliz de poder fazer isso, de ter essa oportunidade.
E como é tocar com uma pessoa como o Damon Albarn?
É interessante. Para mim, ele é um gênio. O que ele faz é diferente do que se faz. Ele é um músico genial. A forma que ele compõe é diferente de outros, então ele é um gênio. Ele tem a capacidade de melhorar uma produção de um dia para o outro. Ele faz algo hoje e quando chega no outro dia muda tudo. E fica bom.
É muito diferente do que era trabalhar com o Fela, por exemplo?
Fela era um grande gênio, sem dúvida. Mas era algo mais também. Era um militante na Nigéria. Era um país muito perigoso e ele queria mudar algo. Era uma militância política importante e ele era um gênio musicalmente.
O que você conhece de música brasileira?
Eu conheço desde criança. Em meu país, quando eu era criança, sempre ouvia música brasileira na rua, até no Natal. Quando eu estive em Salvador, vi um grupo de percussão tocar no meio da rua. Eu vi no Pelourinho, todos vestidos diferentes e tocando bateria na rua. Era o Olodum. Aquilo é muito bom. Aquilo é inacreditável. É perfeito. A percussão brasileira é fantástica, é o que eu mais gosto. Eu adoro o som do tamborim.
Além do Olodum, tem algo que você goste bastante na música brasileira?
Eu gosto muito da música do Gilberto Gil. Uma vez encontrei com Gil, antes de ele virar ministro, e perguntei quando iríamos entrar em um estúdio juntos. Mas não saiu disso; agora é difícil ele ter tempo. Eu gosto muito do trabalho dele. (a entrevista é velha, eu avisei!)
Quantas vezes vocês esteve no Brasil?
Eu tive a oportunidade de estar três vezes no Brasil, sempre tocando. Eu adoro ir ao seu país. Tenho uma grande admiração pela música brasileira e pela parte percussiva em especial. Gostaria inclusive de mandar um grande abraço para todos os percussionistas brasileiros.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Femi Kuti - O Filho do Fela
Hoje e domingo, no Sesc Santo André, você tem duas oportunidades de chacoalhar o esqueleto e a consciência. Femi Kuti será o responsável por isso, nos dois shows que fará no festival 'Batuque - Conexão África-Brasil'.Tocando ou cantando, o filho de Fela Kuti (1938-1997) - ícone da música e da política nigeriana - traz nitidamente ecos da trajetória de seu pai, que, independente da relevância política, foi musicalmente genial. A mistura de ritmos africanos - ritmo, aliás é uma palavra perfeita para falar da África - com jazz é deliciosa e agresiva.
Agressiva também é a postura de ambos, pai e filho, quando o assunto é a atitude das lideranças políticas e da situação de caos social da Nigéria, assim como de outros países africanos. Usei o verbo no presente ao falar dos dois, pois as ideias de Fela não envelhecem e não morrem, assim como ele, que está desde sempre na categoria de artistas imortais e atemporais.
E, por incrível que pareça, Femi ainda é capaz de adicionar mais suíngue no legado musical do pai. O afrobeat fica ainda mais dançante, como se ele estivesse dando sequência à obra de Fela. Por isso disse lá em cima que sábado e domingo serão dias de chacoalhar o esqueleto. E, se prestar bastante atenção no que ele diz, também será dia de chacoalhar a consciência. Ele pode estar falando da Nigéria, mas tenho certeza que se aplicaria no dia a dia de todo brasileiro que não seja cego, surdo ou louco. Pois, sem nenhuma dessas dificuldades, vai perceber facilmente problemas muito semelhantes por aqui.
Não perca. Além de Fela, outros artistas palpitantes passam por lá. No sábado, destaco os excelentes Elo da Corrente e Kiko Dinucci. No domingo, Maquinado e M. Takara. Bora?
Preço, horários e endereço aqui: http://bit.ly/FemiKuti
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Mais Clash: Joe Strummer, especificamente
Além do possível filme citado no post abaixo, vale lembrar que uma outra produção deve contar a vida de Joe Strummer. O título do longa deve ser 'Joe Public'. O roteirista será Paul Viragh ('Sex & Drugs & Rock & Roll'). Mas ainda não se sabe muito mais além disso.
Aproveito para postar um vídeo de Joe Strummer com os Mescaleros. Sempre triste por saber que nunca terei a chance de assistir a um show do bruxo.
Aproveito para postar um vídeo de Joe Strummer com os Mescaleros. Sempre triste por saber que nunca terei a chance de assistir a um show do bruxo.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
E vem por aí um filme sobre o The Clash...
Invariavelmente, tudo que aparece sobre The Clash me interessa. E, claro, não seria diferente quando surge a notícia de um filme sobre a banda, que seria produzido em parceria com Mick Jones e Paul Simonon.O filme, que deve chamar "London Calling", será voltado exatamente para o disco de mesmo nome.
No que isso vai dar, nem imagino. Se o resultado será bom, imagino menos ainda. Mas fiquei curioso.
Agora, se quer assistir algo realmente bom relacionado à banda, tenho uma sugestão sem erro: "Joe Strummer: The Future Is Unwritten", de Julien Temple. O documentário traz depoimentos de muita gente legal - de Brigitte Bardot a John Cusack, passando por Bono, Mick Jagger e, obviamente, Topper Headon, Paul Simonon e Mick Jones, companheiros de banda de Joe (1952-2002). Esse é, com certeza, indispensável.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Fernando de Noronha no "Guardian"

Faz duas semanas que saiu um texto meu sobre Fernando de Noronha, no jornal britânico "The Guardian". Saiu com uma foto minha na galeria também. O artigo fazia parte de um especial sobre as 10 melhores praias brasileiras. Deu repercussão no Uol também.
O link para o "The Guardian" e para o Uol.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Iggy "New Orleans" Pop
Tem certas pessoas que são realmente fora do normal. E Iggy Pop é uma dessas pessoas. Gênio. Agora ele anuncia para maio o lançamento de seu próximo disco, "Préliminaires".
No álbum, ele deixa de lado a sujeira e a porrada do punk e vai direto na jugular do jazz, em especial do estilo baseado em New Orleans.
No vídeo abaixo ele explica o projeto e ainda mostra uma das faixas, "King of the Dogs". Acompanhe as novidades no site oficial do monstro. Classe A!
No álbum, ele deixa de lado a sujeira e a porrada do punk e vai direto na jugular do jazz, em especial do estilo baseado em New Orleans.
No vídeo abaixo ele explica o projeto e ainda mostra uma das faixas, "King of the Dogs". Acompanhe as novidades no site oficial do monstro. Classe A!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Uma entrevista; um disco
Uma entrevista como desculpa para postar um disco? Ou um disco como desculpa para postar uma entrevista? Sei lá.
O álbum duplo "Stretching Out" é um dos meus prediletos de uma das minhas bandas prediletas, os Skatalites. Colei um link abaixo para quem quiser baixar o arquivo. E ainda aproveitei para subir "On The Right Track" - outra beleza de trabalho.
Já a entrevista foi foda de fazer. O velhinho Lester "Ska" Sterling - na época com 71, hoje com 74 - não tem mais a mesma paciência que um dia deve ter tido, mas foi um prazer absurdo!



Links para os discos 1 e 2 de "Skatalites - Stretching Out":


Skatalites -Disco 1 ////// Skatalites - Disco 2
E também o link de "On The Right Track", trabalho mais recente de inéditas:
Photo Sharing and File Hosting at Badongo.com
O álbum duplo "Stretching Out" é um dos meus prediletos de uma das minhas bandas prediletas, os Skatalites. Colei um link abaixo para quem quiser baixar o arquivo. E ainda aproveitei para subir "On The Right Track" - outra beleza de trabalho.
Já a entrevista foi foda de fazer. O velhinho Lester "Ska" Sterling - na época com 71, hoje com 74 - não tem mais a mesma paciência que um dia deve ter tido, mas foi um prazer absurdo!



Links para os discos 1 e 2 de "Skatalites - Stretching Out":
Skatalites -Disco 1 ////// Skatalites - Disco 2
E também o link de "On The Right Track", trabalho mais recente de inéditas:
Photo Sharing and File Hosting at Badongo.com
terça-feira, 3 de março de 2009
"Street Fighter IV"

Para quem foi vidrado em videogame e despertou para a paixão no arcade - nas casas de fliperama, que muitas vezes não tinham justamente as máquinas com flips - "Street Fighter II" foi "O" jogo da infância.
Para aqueles que sabem o que significa meia lua e soco forte ou meia lua para trás e chute forte com Ryu ou Ken; ou ainda para baixo para cima e chute com Chun-li ou Guile; ou para trás para frente e soco forte com E-Honda e Blanka; entre outras magias a capcom lançou hoje oficialmente o "Street Fighter IV".
Poderia ser algo perigoso, em 3D, que ficaria distante dos velhos fãs. Mas, para a felicidade geral, 3D só nos cenários. A jogabilidade respeita o 2D original.
Estão lá quatro personagens novos, mas continuam todos os clássicos. Enfim, um presente para quem sabe que nao faltam jogos de luta, mas "Mortal Kombat" nenhum nunca vai tirar o posto de mais divertido game de porrada da história. Abaixo umas imagens, que já deixariam qualquer um feliz, e também vídeos que confirmam as boas expectativas.
Ah, um detalhe: o box que está em pré-venda ainda acompanha, além do jogo, uma miniatura exclusiva de Ryu (PS3) ou da nova Crimson Viper (Xbox 360); o animê "Street Fighter IV: The Ties That Bind", que tem 65 minutos de duração e faz a ponte entre "Street Fighter II" e "Street Fighter IV"; um miniguia ilustrado de estratégias; a trilha sonora em CD e acesso ao conteúdo para download, que ainda não especificado.
Para Xbox 360 e PlayStation 3.
Confira também o site oficial.



domingo, 1 de março de 2009
São Paulo em retratos
Em pouco tempo, três livros estilosos sobre São Paulo caíram nas minhas mãos, cada um com uma visão diferente da época em que a cidade estava na transição de zona rural para maior cidade da América Latina. Todos valem como indicação!
1 - "Aurélio Becherini"
Livro dedicado à obra do italiano Becherini(1879-1939), o primeiro repórter fotográfico paulistano. As fotografias são absurdamente lindas e registram com perfeição as transformações paulistanas entre 1904 e 1934. E os textos do livro também são primorosos, tanto os que contextualizam o trabalho do fotógrafo, como os que contam sua história. A Cosac acabou de lançar o livro, que está baratinho em uma promoção da Livraria Cultura. Cerca de 40 pilas, por uma publicação de capa dura, formato grande, com sobrecapa que vira pôster e uma impressão maravilhosa. Vale a pena. Abaixo, duas fotos de Becherini e ele próprio com sua câmera.



2 - "Desenhando São Paulo: Mapas e Literatura . 1877-1954"
Esse é um deleite mais para quem é curioso. Em tempos de Google Maps, o livro, que acaba de sair pela editora Senac em parceria com a Imprensa Oficial, resgata os registros cartográficos paulistanos dentro do período citado no título.
Na prática, mostra as mesmas transformações retratadas por Becherini, mas por meio do crescimentos das ruas e dos mapas. Outro atrativo, é que a historiadora Maria Lúcia Perrone Passos e sua parceira, a arquiteta e urbanista Teresa Emídio, resolveram colocar ao lado das imagens - algumas lindas demais - textos de cada época sobre São Paulo. A idéia funciona bem, mas o mais legal mesmo são os mapas; alguns poderiam estar em galerias de arte.


3 - "Thomaz Farkas, Pacaembu"
Este, de Thomaz Farkaz, foi lançado pela editora DBA em setembro ou outubro do ano passado (não lembro direito) e reúne imagens do fotógrafo em um dos lugares que eu mais gosto na cidade: o estádio do Pacaembu, onde joga o meu Corinthians. Mas aqui a arte das peladas fica de lado; o que conta são os cliques. Só fotão. Tem umas imagens com crianças vendo o jogo do lado de fora, em árvores, gente pobre do lado de figurão na arquibancada, caras e rostos que mostram como era aquele tempo. Coisa fina!



1 - "Aurélio Becherini"
Livro dedicado à obra do italiano Becherini(1879-1939), o primeiro repórter fotográfico paulistano. As fotografias são absurdamente lindas e registram com perfeição as transformações paulistanas entre 1904 e 1934. E os textos do livro também são primorosos, tanto os que contextualizam o trabalho do fotógrafo, como os que contam sua história. A Cosac acabou de lançar o livro, que está baratinho em uma promoção da Livraria Cultura. Cerca de 40 pilas, por uma publicação de capa dura, formato grande, com sobrecapa que vira pôster e uma impressão maravilhosa. Vale a pena. Abaixo, duas fotos de Becherini e ele próprio com sua câmera.



2 - "Desenhando São Paulo: Mapas e Literatura . 1877-1954"
Esse é um deleite mais para quem é curioso. Em tempos de Google Maps, o livro, que acaba de sair pela editora Senac em parceria com a Imprensa Oficial, resgata os registros cartográficos paulistanos dentro do período citado no título.
Na prática, mostra as mesmas transformações retratadas por Becherini, mas por meio do crescimentos das ruas e dos mapas. Outro atrativo, é que a historiadora Maria Lúcia Perrone Passos e sua parceira, a arquiteta e urbanista Teresa Emídio, resolveram colocar ao lado das imagens - algumas lindas demais - textos de cada época sobre São Paulo. A idéia funciona bem, mas o mais legal mesmo são os mapas; alguns poderiam estar em galerias de arte.


3 - "Thomaz Farkas, Pacaembu"
Este, de Thomaz Farkaz, foi lançado pela editora DBA em setembro ou outubro do ano passado (não lembro direito) e reúne imagens do fotógrafo em um dos lugares que eu mais gosto na cidade: o estádio do Pacaembu, onde joga o meu Corinthians. Mas aqui a arte das peladas fica de lado; o que conta são os cliques. Só fotão. Tem umas imagens com crianças vendo o jogo do lado de fora, em árvores, gente pobre do lado de figurão na arquibancada, caras e rostos que mostram como era aquele tempo. Coisa fina!



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